Rir e mais rir. Saber ver o lado bom da vida. Encontrar a parte positiva de tudo. Dançar a dança do ventre existencial. Usar o sentido de humor como especiaria que condimenta todos os contratempos vitais. Sem risos, o universo inteiro ficaria silencioso à espera do bater da primeira pulsação.
Sem bom humor, encaramos a vida pelo seu lado trágico, costumamos desbaratar a nossa energia, aborrecemo-nos por tudo e por nada.
E, o que é pior, a imaginação emigra e o bom humor é silenciado, negando-se-lhe o direito de exercer a função para a qual foi criado: reenquadrar as situações, criar pontes, estender ideias entre duas partes irreconciliáveis, ver a luz ao fundo do túnel...
o bom humor está ao alcance de todos. De hoje em diante, procure o lado cómico da vida, prepare as suas experiências de bom humor e verá como se descontrai mais e como surgem na sua vida mais experiências deliciosas com que deleitar a alma.
O riso descontrai a mente e os músculos da cara, alumia os olhos e rejuvenesce o semblante, ao mesmo tempo que fortalece o sistema imunitário do corpo humano. A vida humana passa num sopro: não a desbarate em aborrecimentos e a procurar más intençõesnos comportamentos das pessoas. Se alguém não gosta de si ou o engana, pior para ele.
Pratique a filosofia dos Balineses "o que faz aos outros está na realidade a fazê-lo a si mesmo" - por isso, se nos aborrecemos com alguém - ainda que declaremos que temos razão para isso-, estaremos na realidade a aborrecer-nos a connosco mesmos.
De nada serve encolizar-se porque alguém se esgueirou para o seu lugar na fila do cinema; ao fim e ao cabo, veremos o filme do mesmo modo e, se reagirmos com humor, evitaremos uma subida de tensão arterial e uma descarga de adrenalina inútil. Ria-se. Aceite com bom humor tudo o que seja susceptivel de ser enfrentado com risos, e deixe para o verdadeiramente importante - quando um ser amado está doente ou morre - as lágrimas, os aborrecimentos, a dor e a tristeza. Para o resto dos seus momentos e acontecimentos vitais, use apenas o bom humor.
Rosetta Forner
Contos de Fadas para aprender a viver
Sem comentários:
Publicar um comentário